A força de um sopro* – reunião 14

     Lemos o testemunho de uma pessoa que decidiu ser baptizada aos 33 anos. Ela tinha o conhecimento de Jesus, rezava e ia à missa mas não se sentia no direito de partilhar as suas orações porque não era baptizada. Aos 33 anos decidiu ser baptizada e, a partir daí, sentiu que já fazia parte da comunidade, onde se sentiu muito bem recebida, e cheia de força para lutar pela verdade, pela justiça e pelo verdadeiro Amor. Concluímos que a vida desta pessoa mudou quando ela decidiu receber o Espírito Santo. Quando tomamos a decisão de acolher o Espírito de Deus na nossa vida, ela pode mudar, fazendo com que nos sintamos parte de uma comunidade mais alargada e universal.
     Depois escutamos um trecho do Evangelho de S. João que nos conta  que Jesus Ressuscitado, estando junto dos Apóstolos, lhes disse: “A paz esteja convosco.” Depois soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo”. (Jo 20, 19-22)
     Até aí, os apóstolos viviam fechados, com medo. Só a partir deste sopro de Jesus sobre os apóstolos, entregando-lhes o seu Espírito e a sua força, é que é possível os apóstolos continuarem a missão de Jesus e formarem a primeira comunidade da Igreja. Ao soprar sobre os apóstolos, Jesus encheu-os da sua própria vida, tal como no Génesis, o sopro de Deus é o que permite a vida humana. Jesus deixa-lhes a sua própria força, que é a Vida em Deus.
     Quando nos abrimos a este sopro, que é o próprio Deus, libertamo-nos dos medos que nos impedem de seguir Jesus.
     Ser Igreja é viver em conjunto com os outros esta união com Deus em Jesus e deixar-se conduzir pelo seu Espírito.
     A Igreja hoje, como sempre, é chamada a estar aberta ao sopro de Deus para continuar a missão de Jesus, para ser sinal do seu Reino Novo.

    O que fica comigo

Dizer que somos Igreja é afirmar que acreditamos que um sopro de Amor nos reúne em comunhão. É dizer que acreditamos que o Fogo do Espírito cria e faz sempre nova vida em comunidade, abrindo-a ao mundo, levando-a a ser sinal de esperança.
 

 

 

 

 

* “Nascer de Novo?”, 13,  p. 56-59, Paulinas

 

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: