Pe. Manuel Silva Pereira | 1932-2016

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26 de março de 2006 – Comemoração do 3º centenário da igreja matriz e inauguração do centro social paroquial

 

Foi hoje a enterrar o Pe. Manuel da Silva Pereira. No Pinheiro da Bemposta, paróquia que durante quarenta anos orientou, a comunidade despediu-se com tristeza e gratidão pelo serviço prestado.

Manuel da Silva Pereira, nasceu a 17 de Outubro de 1932, em Bairros, Castelo de Paiva. Tardiamente descobriu a vocação e só com 18 anos de idade completou a 4ª classe já com o objectivo de seguir o sacerdócio.
À ordenação sacerdotal na Sé Catedral do Porto, já com 30 anos de idade, seguiu-se um longo apostolado ao serviço de várias comunidades. Primeiro como coadjuntor em Sendim (Vila Nova de Gaia) e depois como pároco em S. Lourenço do Douro, Magrelos (Marco de Canaveses) e por fim em Pinheiro da Bemposta e Santa Maria de Ul (Oliveira de Azeméis).
Em S. Lourenço do Douro, o Pe. Manuel da Silva Pereira já fiel às orientações do concílio Vaticano II recentemente terminado, constrói uma nova igreja aproveitando parte do antigo templo mas “colocando o altar como ponto central. Mas os olhares não se quedarão por aí: imediatamente os olhos se levantarão para o alto, e para a cobertura da Igreja, feita de forma ímpar, arrojada, que nos fará contemplar melhor toda a construção. Merece visita demorada, esta Igreja de S. Lourenço do Douro”.
A 3 de Março de 1974 dá entrada na paróquia de Pinheiro da Bemposta como seu responsável. Inicia um longo e profícuo trabalho pastoral nomeadamente ao nível catequético e reorganiza a gestão da paróquia dando início a um profundo trabalho de restauro das diversas capelas e da igreja matriz, sendo também construída sob a sua liderança a nova capela de S. Luís, no lugar de Figueiredo.
Consciente da nova realidade demográfica que afecta o país e a comunidade local, a paróquia dá início, primeiro a construção de um Centro de Dia e mais tarde um Lar de Idosos, equipamentos sociais que se têm revelado fundamentais para dar resposta ao envelhecimento da população e às novas realidades das famílias. Ao longo dos anos tornou-se um hábito a doação do Folar da Páscoa ora para as obras do salão paroquial, ora para as obras na igreja ou para o Centro Social e Paroquial.
Faleceu a 24 de Março de 2016 precisamente no Lar que construiu e que escolheu para viver os seus últimos dias.
Parece-me indiscutível a importância do seu papel no desenvolvimento local na freguesia do Pinheiro da Bemposta nos 40 anos que desempenhou funções pastorais. Um papel que não pode ser esquecido pela comunidade que deve perpetuar o seu nome na toponímia e também no Centro Social Paroquial.
Paulo Oliveira

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